Terceira noite do Canto 2016 encerra com clássicos do choro e homenagem a Elomar

Déborah Gouthier

O Canto 2016 chegou ao seu terceiro dia nesse sábado (22) com apresentações que vão ficar marcadas no público da cidade de Pirenópolis. Depois dos shows do Grupo Tresenhum, Brasil Brejeiro e do Duo Everton Bastos e Foka, foi a vez de chegar aos palcos todo o talento do Quarteto Pixinga e, por fim, de Chico Aafa e Felipe Valoz.

Delcio Gonçalves

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O Quarteto Pixinga se apresentou no Cine Pireneus por volta das 21h30, com a plateia lotada. Composto por Henry Francisco no pandeiro, Leandro Gomes no cavaco, Júlio Lemos no violão de sete cordas e Zé do Choro no clarinete, o grupo foi formado em 2011 com a proposta de pesquisar e divulgar o choro, trazendo novas roupagens para clássicos do ritmo.

Delcio Gonçalves

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Nessa atualização das canções, eles mesclam o choro tradicional com a música de câmara e elementos de improvisação, dando igual importância a todos os instrumentos. Foi uma amostra desse trabalho que o grupo apresentou ao longo do show, com canções de Chiquinha Gonzaga, Tonico do Padre (compositor pirenopolino) e Ernesto Nazareth, entre outros compositores do início da história do ritmo, ainda no século XIX. O repertório é o que compõe o segundo disco do grupo, intitulado Quarteto Pixinga interpreta os Clássicos do Choro. Para fechar a noite, o talento implacável de Chico Aafa e Felipe Valoz emudeceu o Teatro Sebastião Pompeu de Pina.

Delcio Gonçalves

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O piauiense Chico Aafa começou sua carreira em Goiás ainda na década de 1970 e foi reconhecido como um dos principais intérpretes da música do compositor baiano Elomar. Sua voz cheia de melodia se encaixa com perfeição ao violão de Felipe Valoz, professor de música da UFG e seu parceiro desde 2004, quando lançaram o álbum Cantada, composto por doze músicas do cancioneiro de Elomar. Na apresentação para o Canto 2016, os músicos trouxeram algumas das canções do disco, reforçando a erudição sertaneja do compositor e ainda prometeram a chegada de um novo disco, também em homenagem a ele.

Questionados pela plateia, Chico Aafa e Felipe Valoz destacaram a necessidade de se redescobrir a obra do compositor baiano pela importância estética de seu trabalho. “Eu compararia [a obra de Elomar], com todas as idiossincrasias possíveis, com a obra de Guimarães Rosa, com a obra de João Cabral de Melo Neto, algo que precisa ser resgatado, renascido”, explicou Valoz. Aos pedidos de bis, eles deixaram a plateia com lágrimas nos olhos ao interpretarem a única canção de outro compositor: Teresinha, de Chico Buarque.


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