Em roda de conversa, Kassin diz que remuneração não é critério essencial para aceitar novo trabalho

Lucas Cássio

O compositor, cantor e multi-instrumentista Kassin, que também é componente da banda Os Desumanos, participou neste sábado (29) de uma roda de conversa no Teatro Sebastião Pompeu de Pina, em Pirenópolis (GO). Durante o encontro, que reuniu diversos produtores musicais, Kassin falou sobre sua experiência profissional e chegou a afirmar que já recusou trabalhos bem remunerados para aceitar outros que não envolviam tanto dinheiro.

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Rafaella Pessoa

Kassin é um dos principais produtores brasileiros e já assinou álbuns de artistas consagrados, como Caetano Veloso, Los Hermanos, Jorge Mautner e Clarice Falcão. Para ele, o fato de um projeto não ter muita verba para ser executado não significa que o resultado será negativo. “Muitas vezes esses trabalhos mal remunerados te dão sustentação profissional”, afirmou.

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Rafaella Pessoa

O produtor começou a trabalhar ainda jovem no universo musical. Ele conta que aos 13 anos de idade já tocava e que isso foi essencial para continuar na área. Atualmente ele produz uma média de oito discos por ano e afirma que cada projeto exige um método diferente de trabalho. “É preciso saber enxergar a ótica de uma outra pessoa, no caso o artista, para que o projeto ande para frente”, disse.

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Rafaella Pessoa

Segundo ele, um dos desafios para a produção de um disco é o aspecto financeiro. “Para se trabalhar com produção musical você precisa lidar com dinheiro. É preciso ver o que o artista quer e ver se o dinheiro dá para chegar naquele resultado. Mas muitas vezes a gente consegue resultados maravilhosos com pouca verba”, afirmou. Para Kassin, o essencial é que o clima durante a realização do projeto seja de alto astral porque “as energias passam para a gravação”.

Show

A banda “Desumanos”, formada por Kassin, Manoel Cordeiro, Stéphane San Juan, Felipe Cordeiro e Liminha, se apresenta no Canto da Primavera no domingo (30/10). O show vai ser realizado às 21h30, no palco principal do festival.

O grupo faz som instrumental dançante e híbrido, fundindo Guitarrada, Afro-pop, Ska, Carimbó, Cumbia e Rock num som cru e direto.


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